Temporada Teatral na Póvoa de Varzim – Encerramento

 

JULGAMENTO DE UM SONHO

dia 2 de Junho, às 22 horas no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim., o Varazim Teatro encerra a Temporada Teatral 2011/2012 com uma criação coletiva do Varazim. Texto de Joana Soares, a interpretação de Eduardo Faria, Música original de Paulo Lemos e Walter Martins. A Bilheteira abre uma hora antes no local do espetáculo, para reservas mande mail para vt@varazimteatro.org ou ligue 916439009 ou 912420129.

Classificação Etária Maiores de 16 anos

Advertência: Este espetáculo não é aconselhável a pessoas portadoras de doenças cardíacas ou facilmente impressionáveis.

 

Sinopse:

Este espetáculo não tem sinopse, as palavras serão redundantes e de todo supérfluas.

Tudo o que poderá ser dito, será dito em cena, em cima do palco e sob as luzes da ribalta.

Este espetáculo não tem sinopse porque não nos conseguimos sintetizar o suficiente para que pudéssemos colocar algo que fosse chamariz, ou que revelasse a história que irá ser contada.

Este espetáculo não tem sinopse porque não precisa.

Este espetáculo não precisa de sinopse, precisa de olhos, de braços, de gente, de público e de almas que se entregam no palco e por detrás dele.

Este espetáculo não precisa de sinopse, precisa de ti, no dia e hora anunciado acima nesta publicação.

Esta publicação não é uma divulgação mas antes uma convocatória.

O Julgamento de um Sonho não é aconselhável a pessoas portadoras de doenças cardíacas ou facilmente impressionáveis, pois convocaremos emoções que serão vividas na sua máxima verdade.

O Varazim Teatro não irá fixar o preço dos bilhetes para este espetáculo, cada um dará o que quiser e o que puder.

Este espetáculo não é um espetáculo de beneficência para uma Associação, é uma solicitação de compromisso a um público que sempre nos acompanhou.

Este espetáculo encerra a Temporada Teatral na Póvoa de Varzim, do biénio 2011/2012.

Não acreditando que se encerre um ciclo de programação regular e efetiva, este espetáculo não encerra nada, não há portas para fechar quando se acredita que se voa.

 

 

Comunicado – Varazim Teatro (Abril’2012)

O Varazim Teatro, Companhia de Teatro sediada na Póvoa de Varzim, vem por este meio comunicar a todos os seus Associados, Amigos, Companhias com as quais trabalha, Patrocinadores e Entidades Apoiantes e Público em Geral, que em 15 anos de existência e a dois espetáculos de completar a 14ª Temporada Teatral por si organizada, vê-se, pela primeira vez, obrigado a não apresentar o espetáculo referente ao primeiro sábado do mês de Maio. Embora muito nos pese ter de tomar esta decisão, gostaríamos de explicar as circunstâncias que nos levaram à tomada da mesma, tendo de informar que esta se prende com motivos financeiros.

Como é do conhecimento geral, desde sempre o Varazim Teatro realizou atividades em número superior ao que estava obrigado a concretizar de acordo com os protocolos de cooperação, sucessivamente estabelecidos com a Autarquia da Póvoa de Varzim.

Paralelamente, também, procurou sempre potenciar os recursos que lhe eram atribuídos com a venda das suas próprias produções e apoios privados. Esta atitude por parte do Varazim Teatro muito contribuiu para consistência da relação de confiança, que sempre existiu e continua a existir, entre as duas instituições. Ao longo destes 15 anos de cooperação, várias foram as vezes em que essa confiança ficou perfeitamente evidente, por exemplo, através de se dar início a uma Temporada Teatral sem que a mesma estivesse já protocolada, como se verificou na presente Temporada (2011/2012). Assim como foram várias as vezes em que a autarquia demonstrou confiança e apoio ao trabalho que o Varazim Teatro vem desempenhando junto da comunidade. Além de informativo, este comunicado serve também para demonstrar que essa mesma confiança se mantém presente.

Não podendo o Varazim Teatro deixar de reconhecer que a situação financeira que está a viver se deve ao atraso no pagamento, por parte da Autarquia, das tranches referentes ao protocolo do ano anterior 2010/2011 – e não de qualquer ato de gestão interno -, queremos ao mesmo tempo deixar claro que este atraso se deve, não à vontade da Autarquia da Póvoa de Varzim, mas a especificidades de leis nacionais extraordinárias, argumentadas pela condição económica do país (Lei 8/2012, de 21 de Fevereiro). Como ainda não é conhecido o formato final do ajustamento legislativo que está a ser levado a efeito pelo governo, tão pouco poderemos ter uma certeza relativamente à data da conclusão desse mesmo enquadramento legislativo.

Isto significa consequentemente, a não previsão de uma data para a liquidação das prestações em atraso por parte da Autarquia. Como consequência direta, o Varazim Teatro – instituição que sempre honrou o seu bom nome e os seus compromissos – vê-se na impossibilidade circunstancial de assumir uma data para liquidação das dívidas já contraídas. No entanto, a preocupação em garantir o pagamento integral das mesmas, a todas as entidades e individualidades nossas credoras, não nos permitirá de momento continuar a elaborar contratos com novas entidades neste panorama de incerteza.

Ainda relativo à Temporada 2011/2012, e não sendo possível fazê-lo em tempo útil para o primeiro sábado de Maio, iremos retomar a Temporada – à data do seu encerramento, dia 2 de junho de 2012 – com um espetáculo da autoria do Varazim Teatro.

Agradecemos desde já toda a compreensão por parte dos interessados, e esperamos em breve poder retomar a regularidade das atividades que ao longo de toda a existência do Varazim Teatro lhe deram sentido.

 

Pelo Varazim Teatro,

Eduardo Faria

Presidente da Direção


VARAZIM TEATRO
Associação Cultural

Espaço d’Mente
Rua da Fortaleza, nº20
4490-511 Póvoa de Varzim

vt@varazimteatro.org

www.varazimteatro.org
http://blog.varazimteatro.org

T:252622192 ou 916439009

 

Temporada Teatral na Póvoa de Varzim – Abril

dia 14 de Abril

*excecionalmente no 2º sábado do mês

22h

Auditório Municipal da Póvoa de Varzim

Sinopse:

Uma mulher que não querendo saber a sua origem, conta histórias. Histórias de pessoas com quem se cruzou ao longo da vida. Mulher/menina de aspeto envelhecido mas de uma jovialidade invejável. Nos seus olhos perdura ainda uma solidão sensível, bondosa e fraca, dessas que a vida não consegue explicar. O hábito de ser triste e de se encarcerar culpabiliza nela a própria ideia de felicidade.

Esperança vai contando entre alucinações, sobriedade, medo e histeria as alegrias e tristezas com quem viveu até ao dia de “hoje”, ao dia em que se encontra com outras gentes. Talvez um sonho, talvez uma alucinação, talvez a morte… Este cativeiro sugere a própria condição humana e o mineiro é a personagem homem que dá vida a esta mulher.

Ficha técnica:

Textos Neusa Fangueiro
Encenação Rui Alves Leitão
Interpretação Neusa Fangueiro Rodrigo Viterbo
Apoio à encenação José Rui Martins
Sonoplastia Rodrigo Viterbo
Cenografia e cartaz Sandra Neves
Figurinos Carmo Alves
Desenho de luz Paulo Neto
Fotografia Duarte Costa
Produção executiva Rui Alves Leitão
Apoio à produção Trigo Limpo Teatro – ACERT
Agradecimentos Raquel Leitão, Emanuel Sousa, Mário Lança, Rui Lúcio, Radar 360o, YUPI, Junta de Freguesia de Gondifelos.
Espetáculo criado em residência no Novo Ciclo ACERT.

 

BILHETEIRA UMA HORA ANTES NO LOCAL DO ESPETÁCULO:

Bilhete Inteiro: 5,00€

Desconto (menores de 25 anos, estudantes, maiores de 65 anos, reformados, desempregados, cartão jovem municipal, pessoas portadoras de deficiência): 3,75€

Sócios do Varazim Teatro: 2,50€

 

Ganhe a sua entrada para o LABARET

LABARET: 2 Bilhetes para 2 Palhaços {:o} {o:}

{:o} Notícia de Última hora, o Varazim Teatro tem Dois Bilhetes para Oferecer:! [2] ? para o espetáculo LABARET (Amanhã, 27 de março, 22h, Aud. Mun. Póv. Varzim)

E perguntam vocês, e o que é que eu tenho de fazer para os conseguir?

Fácil. Fácil! {:o}

Basta chegar à bilheteira vestido de Palhaço, não esquecer o nariz vermelho. As 2 primeiras pessoas que chegarem ao Auditório Municipal (a partir das 21h) vestidas de palhaço, terão direito a ver o espetáculo gratuitamente!

Quem ousa aceitar este desafio? {:o}

 

Dia Mundial do Teatro – 27 de Março

27 de Março

22 horas

no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim

  Labaret

    pelo Clown Laboratori Porto

 

O riso. Há uma maneira inteligente de provocá-lo. Há também uma maneira idiota, não menos difícil. A primeira faz-se através das ideias e a segunda através do corpo. Esta é a maneira do palhaço. Este espetáculo em formato de cabaret vem da vontade do Clown Lab de se apropriar das bases do trabalho do palhaço. Trabalhamos a partir de material radicalmente simples, na sua energia mais primária e vibrante, priviligiando uma comicidade efectiva e directa em detrimento das ideias, conceitos e múltiplas camadas. O resultado é um conjunto insólito e coeso de números musculados e generosos aos quais é difícil ficar indiferente. Há dois apresentadores que parecem mais alienador do que os próprios “artistas”. Estes, são uma diversidade que resulta das diferenças individuais amplificadas ao extremo. Exploramos situações em que o lado mais idiota de cada actor se evidencia e expõe para o deleite do público. O palhaço – e no fundo toda a humanidade – no seu estado mais puro.

 

Apresentação: 

O Clown Laboratori Porto é uma plataforma de formação, criação e experimentação sobre a arte do palhaço acolhida pela Fábrica da Rua da Alegria.

Foi lançado em Janeiro de 2010 por Janela Magalhães e, até à data, teve como formadores Jorge Rosado, Rodrigo Malvar, Radar 360º, Graça Ochoa, Luciano Amarelo e Pedro Fabião. Actualmente é Pedro Fabião quem assume a direcção pedagógica do grupo.

Em dois anos de existência, o Clown Laboratori Porto fez várias intervenções clownescas em diversos eventos e produziu dois “Labarets”, espectáculos em formato Cabaret com números em que se explora o efeito cómico através da nudez, energia, generosidade e idiotice do palhaço.

 

As bilheteiras de todos os espetáculos são no local do espetáculo, uma hora antes do mesmo.

Os bilhetes custam 5,00€ (inteiro); 3,75€ (desconto para estudantes, reformados, menores de 25 anos, maiores de 65 anos, desempregados, pessoas portadoras de deficiência, cartão jovem municipal, grupos de mais de 8 pessoas); 2,50€ (sócios do Varazim Teatro – excepto espetáculo Metades que é gratuito para sócios).

 

Metades – 2ª Temporada

METADES

pelo Varazim Teatro

uma criação coletiva por Eduardo Faria, Joana Soares e Joana Sousa
com encenação Eduardo Faria

 

 

interpretação Joana Soares e Joana Sousa
e música original Paulo Lemos
 
duração: 60 minutos
Classificação etária: M/16

dias 9,10, 16, 17, 23, 24 de Março pelas 22 horas

no Espaço d’Mente do Varazim Teatro
(Rua da Fortaleza, nº20 – Póvoa de Varzim)

 

sinopse:
Num espaço fechado, num tempo infinito, num dia repetido à exaustão.
Marta e Maria desafiam as horas, encontram motivos para que o dia avance.
Viajam entre o passado e um eterno presente que as aprisiona.

“A violência faz calar o pensamento. Fecha os olhos, rouba o espírito, rouba  a iniciativa e bloqueia a liberdade. Antes de explodir e de semear o medo, antes que brote num coração angustiado, cresce e corrompe na sombra. Faz parte da vida íntima, dos lugares mais profundos da alma, e permanece ao longo de toda uma vida.
A violência na família é algo tantas vezes calado, abafado para lá da entrada da porta, sofrido em silêncio em nome de algo que se acredita maior, por um grito que não se chega a dar, por uma vida que nunca se chega a viver.”

Num diálogo surdo mas pleno de afeto, Marta e Maria apenas sobrevivem à sua própria história.

 

sobre o espetáculo:
Metades é a 39ª produção do Varazim Teatro, e retoma a linha de abordagens sobre temas incontornáveis da nossa sociedade.
Com base numa pesquisa e reflexão sobre os impulsos e motivações dos implicados na ação de violência de género, agressores e vítimas, Metades é uma viagem ao interior dessas memórias e desses personagens. Com base num trabalho de construção do texto e da cena através de improvisos sobre o tema, a trama da ação desenrola-se lentamente, assim como os dias das duas personagens femininas. É a primeira vez que o Varazim Teatro se aventura nesta técnica de criação de espetáculos, em que ator-improvisador, transforma-se também em dramaturgo e goza de uma liberdade essencial, sendo peça fulcral na criação.
Como resultado obteve-se um espetáculo surpreendente onde se trabalhou sobre a intensidade das emoções e onde o espetador é levado a usar todos os seus sentidos.
Apresentado no Espaço d’Mente, nada convencional comparado com uma sala de espetáculos, o espetador em proximidade com a cena, partilhará olhares, sons, cheiros e histórias.

 

 

Bastidores