Temporada Teatral na Póvoa de Varzim – Estreia em Fevereiro

METADES

pelo Varazim Teatro
criação coletiva por Eduardo Faria,Joana Soares e Joana Sousa
encenação Eduardo Faria

interpretação Joana Soares e Joana Sousa
música original Paulo Lemos
design gráfico Rui Silva
 
Duração aproximada 60 minutos
Classificação etária M/16

Em cena em Fevereiro 2012
dias 4, 5, 9,10, 11, 16, 17, 18 pelas 22 horas
dia 5 pelas 17 horas

EXCECIONALMENTE ESTE ESPETÁCULO DA TEMPORADA SERÁ NO:

Espaço d’Mente do Varazim Teatro
(Rua da Fortaleza, nº20 – Póvoa de Varzim)

 

sinopse:
Num espaço fechado, num tempo infinito, num dia repetido à exaustão.
Marta e Maria desafiam as horas, encontram motivos para que o dia avance.
Viajam entre o passado e um eterno presente que as aprisiona.

A violência faz calar o pensamento. Fecha os olhos, rouba o espírito, rouba  a iniciativa e bloqueia a liberdade. Antes de explodir e de semear o medo, antes que brote num coração angustiado, cresce e corrompe na sombra. Faz parte da vida íntima, dos lugares mais profundos da alma, e permanece ao longo de toda uma vida.
A violência na família é algo tantas vezes calado, abafado para lá da entrada da porta, sofrido em silêncio em nome de algo que se acredita maior, por um grito que não se chega a dar, por uma vida que nunca se chega a viver.

Num diálogo surdo mas pleno de afeto, Marta e Maria apenas sobrevivem à sua própria história.

sobre o espetáculo:
Metades é a 39ª produção do Varazim Teatro, e retoma a linha de abordagens sobre temas incontornáveis da nossa sociedade.
Com base numa pesquisa e reflexão sobre os impulsos e motivações dos implicados na ação de violência de género, agressores e vítimas, Metades é uma viagem ao interior dessas memórias e desses personagens. Com base num trabalho de construção do texto e da cena através de improvisos sobre o tema, a trama da ação desenrola-se lentamente, assim como os dias das duas personagens femininas. É a primeira vez que o Varazim Teatro se aventura nesta técnica de criação de espetáculos, em que ator-improvisador, transforma-se também em dramaturgo e goza de uma liberdade essencial, sendo peça fulcral na criação.
Como resultado obteve-se um espetáculo surpreendente onde se trabalhou sobre a intensidade das emoções e onde o espetador é levado a usar todos os seus sentidos.
Apresentado no Espaço d’Mente, nada convencional comparado com uma sala de espetáculos, o espetador em proximidade com a cena, partilhará olhares, sons, cheiros e histórias.

 

BILHETEIRA UMA HORA ANTES NO LOCAL DO ESPETÁCULO:

Bilhete Inteiro: 5,00€

Desconto (menores de 25 anos, estudantes, maiores de 65 anos, reformados, desempregados, cartão jovem municipal, pessoas portadoras de deficiência): 3,75€

Sócios do Varazim Teatro: 2,50€

 

Devido à lotação limitada do espaço sugerimos a reserva antecipada. Através dos telefones 916 439 009 ou 912 420 129 ou do e-mail: vt@varazimteatro.org

 

 

d’Mente em Movimento –> Criatividade e Inovação

–> PROCURAR SOLUÇÕES PARA A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

**Para quem pensa “EU NÃO SOU NADA CRIATIVO(A)!” e para quem pensa “eu sou criativo mas não sei como concretizar as minhas ideias”. Para quem quer aprender a por em prática ideias para a CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA ou de um novo sistema de arrumação do escritório. Para os que necessitam de novos métodos de originar ideias e para quem quer PRATICAR NOVOS MODOS de as por em prática. …Para potenciar a criatividade. Para quem a tem e para quem a quer aumentar.

Para os que se arriscam a pensar diferente!

**Edite Amorim – Desde que terminou o curso de Psicologia, em 2004, nunca mais parou de pensar que queria comer mundo. Sempre integrada na Psicologia Positiva (foco na promoção das características que potenciam cada um), foi viajando em busca de boa comida, aventuras, culturas distintas e conhecimento. O Master em Condução de Grupos, em Barcelona, levou-a a 4 anos de vida catalã e a uma orientação para a investigação e a formação em grandes empresas. E a paixão pela área da Expressão motivou viagens pela Europa e EUA, integrando grupos de bailarinos e atores nos mais variados contextos, para conhecer as possibilidades do Corpo Expressivo. Seja formando executivos para falarem em público, empreendedores para mais criatividade ou músicos e atores para o trabalho corporal, Edite Amorim diverte-se a trabalhar e a conhecer realidades.  Sempre mais. www.thinking-big.com

Formação de 4 horas \ custo de participação: 25€

inscrições Aqui: FORMULÁRIO

 

organização:

VARAZIM TEATRO

www.varazimteatro.org

http://blog.varazimteatro.org/

 

Espaço d’Mente* Rua da Fortaleza, nº20 – Póvoa de Varzim

 

Temporada Teatral na Póvoa de Varzim – Janeiro

 

O Varazim Teatro deseja a todos os seus associados, amigos, companheiros de jornada, apoiantes, simpatizantes e colaboradores um 2012 pleno de realizações e felicidade. O nosso contributo chega no primeiro sábado do ano, bom teatro para um bom momento. Venha celebrar 2012 connosco.

Apontamentos de encenação:

Este homem negro é um escravo trazido à força de África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.
Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas de imagens poderosas e numa linguagem poética singular, à moda de um contador de histórias de tradição oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.
De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o seu povo.
De como foram levados, sobre as ordens de uma tal “o infante”, num grande barco maior que “montanhas de madeira” para estas terras de desterro.
É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua desdita e a destruição do seu povo.
E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

Alguns caminhos para a encenação passaram pela procura de um espaço não convencional para a apresentação do espectáculo, um palco quase vazio,
em que as luzes e as sombras se conjugam como elemento cénico decisivo, aliadas à terra e à água.
Um trabalho centrado na voz, no corpo e no movimento do actor.

José Leitão (encenador)

Apontamentos do Autor sobre o texto
“Praticamente todos os factos que descrevo neste monólogo são verídicos; junto-os, mesmo se não aconteceram todos no mesmo século.
Encontrei-os em diversos lugares – em Gomes Eanes de Zurara, Bartolomeu de las Casas, no International Slavery Museum of Liverpool – mas um livro corajoso, organizado por Ana Barradas, serviu-me de fonte principal: Ministros da Noite. Livro negro da expansão portuguesa (Antígona, 1992).
Um monólogo pede um trabalho de ritmos, tessituras, um fluxo de ideias e imagens. Sem sacrificar essas regras, e sem esquecer a exigência ética que em primeiro lugar me levou a escrever, procurei que este texto fosse o mais possível próximo dos factos registados. Apresentar os ecos que sobreviveram até nós e ser o menos possível – ou mesmo nada – enquanto dramaturgo.”

Pedro Eiras (autor) 2009

É muito tarde, tarde de mais, mas ainda podemos ouvir estes pés negros que chegam da escuridão, tacteiam a terra, a medo, esta voz que chama pelo seu deus e tem uma história a contar e um pedido a fazer, ainda vamos a tempo de – pelo menos – contar outra vez a história que nunca foi contada, que foi sempre transformada em marcha militar, datas, mapa, quando muito desculpas tingidas de má-fé, contar, ouvir.
Essa voz, ouço-a há muito tempo. Um dia, escrevi o que ela dizia. Por palavras minhas. Era um punhado de terra amarga, que eu devia comer. É tarde, tarde de mais, mas ainda podemos ouvir, ainda é cedo.

Pedro Eiras (autor) 13 setembro 2011
Ficha Artística:
Texto Pedro Eiras | Encenação José Leitão | Interpretação Flávio Hamilton | Espaço cénico José Leitão e José Lopes | Desenho de luz de  Leunam Ordep | Fotografia Carina Moutinho | Cartaz e design de Rui Duarte | Produção Jorge Mendo com Carina Moutinho | Produção executiva Emanuel Braga, Sofial Leal, Inácio Barroso.
M/12

Duração aproximada: 50 minutos

 

BILHETEIRA:

Bilhete Inteiro: 5,00€

Desconto (menores de 25 anos, estudantes, maiores de 65 anos, reformados, desempregados, cartão jovem municipal, pessoas portadoras de deficiência): 3,75€

Sócios do Varazim Teatro: 2,50€

 

d’Mente em Movimento – Oficinas de Dezembro

AVISO:

A Oficina Música Reciclada irá ser adiada, nova data será comunicada brevemente. Pedimos desculpa por algum eventual inconveniente causado. Se tiver interesse em ser contactado pessoalmente assim que haja nova data solicitamos que nos contacte através do nosso e-mail vt@varazimteatro.org ou do telefone 912420129.


Oficina Palavra e o gesto

 dia 10 de Dezembro

das 10h às 13h e das 14h30 às 17h30 (6h)

formadora: Neusa Fangueiro (Fértil – AC)

Sinopse:

A palavra tem voz, audível.

O gesto é a voz do silêncio que tem uma imensa capacidade de criar sentidos.

A palavra do intérprete tem que ter qualquer coisa além do sentido. Da palavra ao gesto, do significado ao objecto (causa de desejo), do prazer ao gozo que excede as palavras.

Da palavra ao gesto, ou o gesto e a palavra tem por objectivo; experimentar e compreender a relação entre corpo e linguagem através da construção de cenas teatrais – relacionando dança e teatro.

 

Idades: a partir dos 12 anos

Preço de inscrição: 20€

 

Neusa Fangueiro – bio

Terminou o curso de Interpretação do Balleteatro – Escola Profissional, Porto e o curso de Teatro de Formas Animadas, Vila do Conde.

É co-fundadora da Fértil onde trabalha actualmente e trabalhou com as companhias Marionetas Mandrágora, Teatro de Marionetas do Porto, Jangada Teatro e Teatro do Montemuro.

Do seu percurso profissional e académico destacam-se projectos orientados por Graeme Pullyen, Nuno Pino Custódio, Eduardo Correia, Steve Johnstone, Carlos Lamego, Manuel Costa Dias, Hélder Costa, Jorge Pinto, Isabel Barros, Roberto Merino, Vitor Hugo Pontes, Lígia Roque, José Ramalho, João Paulo Seara Cardoso.

Participou em workshops e formações complementares com: João Mota, Carlos Martinez, John Mohatt, Madalena Vitorino, Etelvino Vasquez, valter hugo mãe, Neyde Veneziano, Isabel Barros, João Paulo Seara Cardoso, Margarida Azevedo de Abreu, José Carlos Garcia, Lídia Martinez, Andrey-Riot Sarcey, Jordi Bertran, Gisélle Barret e Stephen Motran.

 

Oficina Música Reciclada

 dia 28 de Dezembro

14h30 às 17h30 (6h)

formador: Rui Alves Leitão (Fértil – AC)

A música é uma reciclagem dinâmica de sons que nós usamos todos os dias. Para além da reciclagem dos sons, nesta oficina pretendemos desenvolver duas temáticas: a construção de instrumentos musicais com objectos em fim de vida e tocar música com esses instrumentos. Nos dias de hoje é indiscutível a importância da educação ambiental em qualquer geração. A educação artística aliada à educação ambiental é objectivo mais forte desta oficina. Na construção os participantes irão criar verdadeiros instrumentos musicais com os objectos mais improváveis. O objectivo principal é mostrar que o fim de vida de um objecto é definido por nós e que se houver criatividade podemos dar vida a imensas coisas que iriam para o lixo. Tocar música com instrumentos feitos de objectos diferentes é outra aventura. Muitas vezes olhamos para a
música como uma coisa que só dá para os outros e que é preciso estudar muito e só nos lembramos de pianos, guitarras, violinos, etc. Nesta parte da oficina vamos mostrar aos participantes que a música vai muito para além disso e que os instrumentos musicais nem sempre são caros e complicados. A oficina está dividia em duas partes que podem ser feita de forma independente ou em conjunto.

Rui Alves Leitão
Licenciado em Antropologia pela Universidade Fernando Pessoa – Porto. Defendeu a monografia de licenciatura: “Antropologia Teatral – Um Estudo Antropológico Sobre a Arte de Representar”. Músico em DIDGEnBASS e Liquidambar. Participou na revista Sub-Texto com dois artigos: “Interculturalismo Teatral” e “O Actor Social e Artístico – A complexidade da divisão de uma vida em várias representações”. Compositor de musica nos seguintes espectáculos: “Sede”, de Joana Soares, “Três vozes” de Sylvia Plath, dirigido por Neusa Fangueiro; e “Alucinação numa gota de àgua” de Jaime Soares. Trabalhou como Antropólogo no Gabinete de Animação Sócio Cultura da C. M. de V. N. de Famalicão, onde realizou investigação sobre o folclore do concelho e redigiu o livro intitulado “Um Olhar Sobre o Folclore – O caso famalicense”. Colaborou com Centro de Estudos de Antropologia Aplicada da Universidade Fernando Pessoa.

 

Inscrições através do e-mail: vt@varazimteatro.org

(Envie nome, idade, contacto de e-mail e telefónico e oficina a que pretende inscrever-se)

Informações adicionais: 912420129 (Joana Soares)

 

Temporada Teatral na Póvoa de Varzim – Dezembro

ÓSCAR BRANCO

apresenta na Temporada Teatral

O Último a Sair apague a Luz

dia 3 de Dezembro, 22 horas

Auditório Municipal da Póvoa de Varzim

Sinopse

Deus quer, o homem sonha, a obra dispara no orçamento…

 

Um espetáculo sobre Portugal e os portugueses é a ultima aventura de Óscar Branco.

Uma louca viagem ao país real em 80 minutos, cheia de desabafos, proclamações e palpites numa mistura insólita e explosiva que transforma os nossos medos e inquietações num espectáculo de humor corrosivo e quem sabe…numa verdadeira terapia de grupo.

Da politica ao desporto, do terrorismo ao jet 7, do WC inteligente à falta de inteligência dos que vão ao WC, nada nem ninguém está a salvo.

 

Calma! Nada de pânico! Está tudo sob controle!

 

Um homem está num aeroporto tentando demover os portugueses que tentam fugir em massa do país.

Reflectindo sobre as suas particularidades, vícios e virtudes, explica as razões de nossa originalidade sem.

 

Pelos vistos começou tudo mal no princípio dos princípios. Na serra dos Candeeiros, foi encontrada uma pegada de um dinossauro e logo atrás a de um português. Isto só pode significar que já chegamos atrasados ao futuro.

A partir daí foi o que se viu…

Um filho a bater na mãe e os filhos do filho da mãe sempre a bater no ceguinho.

 

Seja qual for a decisão dos portugueses, ele será o último a sair porque a sua verdadeira missão é…apagar a luz que isto não está para despesas.

 

 

 

Bilheteira uma hora antes no local do espetáculo:

Bilhete Inteiro: 5,00€

Bilhete com desconto: 3,75 (menores de 25 anos, estudantes, desempregados, reformados, maiores de 65 anos, portadores de defência)

Sócios do Varazim Teatro – Associação Cultural: 2,50€

 

Temporada Teatral 2011/2012 – Novembro

Teatro da Marca Branca apresenta

Origamis Ocidentais


dia 5 de Novembro, pelas 22 horas
Auditório Municipal da Póvoa de Varzim

Texto e encenação Nuno Preto e Ricardo Alves
Interpretação de Teresa Alpendurada
Para maiores de 16 anos

Origamis Ocidentais: Une as pequenas histórias apresentadas a temática da guerra. E a esperança. Os origamis, a mais simples marioneta que pode ser construída, leva-nos à história de Sadako Sasaki, uma criança japonesa que morreu em 15 de Outubro de 1955 vitima de uma leucemia causada pela bomba atómica lançada sobre Hiroshima. Em 3 de Agosto de 1955,Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e
ofereceu-lhe um origami de uma garça. E contou-lhe a lenda popular japonesa que diz que quem fizer 1000 garças de origami tem direito a
um desejo. Sadako começou então a fazer origamis sempre com o mesmo pedido, o de se curar e voltar a viver normalmente. Sadako conseguiu
fazer 646 garças de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com mil garças. Foi então criado um
monumento em sua memória em Hiroshima onde ainda hoje chegam diariamente milhares de garças em papel enviadas de todo o mundo.

Em memoria de Sadako Sasaki

O Teatro da Marca Branca é uma nova marca. É uma marca branca. Faz o mesmo que as outras mas é mais barata. Teatro sem marca, sem
marketing, sem embalagens bonitas. Só conteúdo.
Pega-se numa folha de papel . Branca ou de cor ou com uma face da cada cor. E dobra-se de uma forma ou de outra, e torna-se a dobrar. Vai se
dobrando sempre até que nas nossa mãos nasça algo. Um sapo, um pássaro ou um simples avião.
Com as pessoas é igual, nem tábua rasa nem vaso, nascemos folha branca, ou de cores, e vamos sendo dobrados e redobrados até
adquirirmos a nossa forma final. Final em cada momento, sempre transitória. Mais do que o que comemos, somos aquilo que sabemos, o
que aprendemos.

 

 

Bastidores

 

 

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